O Rio que Lisboa Bebeu

O Rio que Lisboa Bebeu

O Alviela na história, letras e luta ambiental

Mário Rui Silvestre

Edições Cosmos/Zaina

06/2022

Mole

Português

9789727624409

5 dias

O Rio que Lisboa Bebeu, um livro único e raro que lhe vai revelar como, há perto de 150 anos, a população sequiosa e em crescimento da Capital do reino, para cujo abastecimento hídrico e salubridade já não bastava a água do velho Aqueduto das Águas Livres, passou a beber a de um pequeno afluente do Tejo, cuja nascente na Serra d´Aire, a mais de um centena de quilómetros de Lisboa, faz parte, ainda hoje, do mais pródigo manancial de Portugal e um dos maiores da Península.

O Rio que Lisboa Bebeu, reporta-se ao Alviela cujo, durante um século, abasteceu a capital deste país através do mais longo Aqueduto da Península, em 1880 (114 Kms). Resultado de longa pesquisa e assente na história milenar, documentada, deste afluente do Tejo, já usado pelos Templários para mover os seus moinhos, o presente livro aborda, dessa verdadeira epopeia da água, liderada pela C.A.L., Companhia das Águas de Lisboa, antecessora da moderna EPAL, os ecos jornalísticos, literários e artísticos, da chegada do Alviela a Lisboa, e da luta ambiental pela defesa deste rio, paradigma, pelo tempo em que se iniciou, da moderna preocupação pelos ecossistemas a nível nacional, e crise climática e ambiental no mundo.

Antigo presidente da CLAPA, uma das associações ecológicas mais antigas do país, o autor sucedeu aí ao célebre Joaquim Jorge Duarte, o Diabo, pioneiro dos ambientalistas nacionais, à memória de quem este livro é dedicado. Escrito num registo que não enjeita a literariedade poética sem excessos, cuja não colide com a práxis descritiva deste tipo de obras de divulgação, antes a valoriza e engrandece, tornando-a mais humana e de agradável leitura, esta obra vem acrescentar à história do abastecimento de água a Lisboa, à ecologia e luta ambiental pela sustentabilidade do planeta, um efeito borboleta de novo tipo, literário e histórico a um tempo, demonstrando que o particular e o global se completam e unem ao cosmos incomensurável.
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